Casos verídicos (até que se prove o contrário)

Ouvi hoje os dois casos relatados abaixo. Se é verdade eu não sei, mas são engraçados.

Caso 1
Perivaldo (nome fictício) já viveu situações constrangedoras devido a sua fraca capacidade de memorização. Em todos os lugares que vai, sempre encontra pessoas que o conhecem, mas que ele não lembra o nome e, em muitos casos, sequer recorda onde os conheceu. 

Cansado de ficar envergonhado nestas situações, decidiu adotar uma técnica diferente: abordaria a pessoa antes que fosse abordado por ela (ainda não entendi qual é a vantagem que esta técnica apresenta).

Um dia, em um evento empresarial, percebeu uma pessoa com um rosto familiar caminhando em sua direção. Não perdeu tempo e aplicou a sua nova técnica. Abordou a pessoa, conversou sobre assuntos fúteis e, após dois minutos, despediu-se. Saiu radiante de felicidade, pois havia finalmente encontrado uma solução para o seu problema.

Após o evento, foi para casa, ainda celebrando a sua idéia genial. Tirou os  sapatos, ligou a televisão e sintonizou no seu canal preferido. A próxima atração era o jornal do seu estado, que ele assistia todos os dias. Para a sua surpresa, surgiu na tela a mesma pessoa que ele havia abordado no evento: era o apresentador do jornal!
 

Caso 2
Tibúrcio (nome também fictício) é extremamente desorganizado. A agenda do seu celular tem vários nomes repetidos, sem qualquer referência que identifique as pessoas registradas. Como exemplo da ausência total de critérios, existem 3 registros para “Alexandre” na agenda, nomeados assim: Alexandre1, Alexandre2, Alexandre3.

Um dia, recebeu a ligação de um amigo, pedindo o telefone da Renata, faxineira que ele tanto elogiava. Ao consultar a agenda, percebeu que existiam 3 registros para o nome: RenataC, RenataI e Renata. Não teve dúvida, a letra “I” após o nome só poderia ser a faxineira (não me pergunte a lógica desta dedução). Informou ao amigo o número e encerra a ligação.

O amigo registra o número e liga imediatamente.
– Alô?
– Alô, Renata! Aqui é o Cristiano, estou ligando por indicação do Tibúrcio. Tudo bem?
– Tudo bem…
– É o seguinte, preciso dos seus serviços. O meu apartamento está uma bagunça, tem roupa suja espalhada pra todos os lados, tem um cheiro horrível na geladeira e mofo está tomando conta do banheiro. Mas o problema (como se o estado lamentável do apartamento não fosse) é que os meus pais voltam de férias na quinta-feira.
– Mas…
– Olha, eu tô precisando do serviço como urgência!
– Você tá maluco? Eu…
– Eu pago o preço que você pedir! Tô precisando resolver isso rápido!
– Cristiano, o que eu estou tentando dizer é que não sou faxineira!
– Não?? Mas você não é Renata?
– Eu sou a Renata, irmã do Tibúrcio!
– …

3 Responses to “Casos verídicos (até que se prove o contrário)”

  1. Chris Pessoa disse:

    Hahaha… as duas histórias são boas, mas a do Tibúrcio está muito engraçada!
    []’s

  2. Rebecca disse:

    Adorei!

    Passei mal de rir!

  3. renato disse:

    adorei a historia dos casos veriticos ri de mais

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