Um novo posicionamento é o suficiente para melhorar a imagem de uma empresa?

A TAM Linhas Aéreas lançou no dia 22 de fevereiro o novo posicionamento de marca e logo. A campanha foi criada pela Y&R, que atende a conta há três anos. A Thymus foi a responsável pelo estudo de branding e a nova logo foi desenvolvido pela Y&R em parceria com a Design com Z. Embora não tenha divulgado o valor do investimento, o presidente da empresa, comandante David Bariono Neto, afirmou que esta é a maior campanha já realizada pela TAM.

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A TAM alega que o reposicionamento não tem nada a ver com o acidente ocorrido no aeroporto de Congonhas, em julho de 2007, ou com o forte crescimento da GOL. Segundo o comandante David, o estudo foi iniciado no segundo semestre de 2006. Ainda segundo ele, a mudança reflete um compromisso da TAM com seus clientes, que desejam, no mínimo, um vôo pontual, um bom atendimento e conforto.

Pois é aí que entra o meu questionamento. Será que as mudanças proposta serão refletidas no atendimento aos clientes? Será que a TAM deixará de praticar “overbooking”? Os atrasos no vôos deixarão de ocorrer? Em caso de um novo acidente (toc-toc-toc… isola!), prestará um rápido atendimento aos famíliares? Espero que a TAM tenha consciência de que uma campanha bonita, humana e legal não substitui aquilo que o cliente de uma companhia aérea deseja: chegar de forma rápida e confortável ao seu destino. Caso contrário, é dinheiro jogado fora, além de mais um case para a agência de comunicação.

Ao escrever este texto, lembrei de um post no blog do Mario AV, questionando o reposicionamento do Pão de Açucar. Penso que se trata da mesma questão abordada aqui.

Pão de Açúcar tenta mudar imagem
Pão de Açúcar investe R$ 80 milhões para se diferenciar da concorrência e minimizar imagem de supermercado caro

É, sim, um supermercado caro. Eu, a minha vizinha e o taxista do ponto ao lado podemos confirmar. Mais caro ainda, só o Extra – que por acaso é do mesmo grupo empresarial. Não seria mais legal dar os mesmos R$ 80 milhões de descontos nos preços dos produtos? Qual é o lucro (sem ironia) de divulgar em propaganda que é mais barato, mas não mexer realmente nos preços, coisa que o consumidor perceberá fatalmente? A não ser que a ação inclua promoções especiais…

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