Enfim, Buenos Aires!

Depois de meses pesquisando sobre dicas de viagem para Buenos Aires, chegou a hora de conferir se a cidade é realmente tudo o que li a respeito dela.

Como sempre, deixei para arrumar as malas no último dia! O resultado foi que fiquei acordado até às 2h da manhã! E como tinha que acordar às 4h, dormi apenas uns 80 minutos de ontem para hoje.

Mas vamos ao que interessa: o início da viagem! Pegamos o ônibus da Conexão Aeroporto às 6h15 e chegamos ao Aeroporto de Confins por volta das 7h10. Fomos direto ao guichê da Gol e despachamos as malas. Enquanto aguardavamos o horário de embarque, fomos até a sala da Receita Federal para registrar a posse do notebook, Ipod e da câmera digital. Como já havia feito o download do formulário de Declaração de saída temporária de bens (DST) e preenchido tudo com antecedência, o processo foi rápido. O funcionário de plantão fingiu que conferiu tudo e chamou o responsável para bater um carimbo e assinar a declaração. Se estivesse tudo escrito em grego eles não perceberiam! (atualização: a Receita Federal alterou em 2010 a legislação sobre bens de viajantes e controle aduaneira. Veja aqui.)

No horário marcado o vôo saiu de Belo Horizonte com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O problema foi justamente nesta etapa da escala, onde atrasamos cerca de meia-hora por causa do intenso tráfego aéreo na capital paulista. Comecei a ficar preocupado, pois o funcionário da Byt Argentina estaria nos aguardando no horário agendado para entregar as chaves do apartamento que alugamos.

Chegamos em Buenos Aires às 14h10 e saímos apressados para passar pelo setor de imigração e pegar as bagagens. Seguimos as dicas do Ricardo Freire e deixamos a área de desembarque internacional para fazer o câmbio de reais por pesos na Banco de La Nacion, pois as casas de câmbio que ficam dentro da área de desembarque tem uma taxa muito desfavorável. Apesar da enorme fila, a boa cotação vale a meia hora de espera na fila.

Após “cambiar” os reais por pesos, fomos até o guichê do Táxi Ezeiza e acertamos uma corrida até o nosso destino, o bairro da Recoleta, por 88 pesos. Pela distância do aeroporto até a cidade, cerca de 35 km, achei o preço ótimo. Enquanto o motorista do táxi acelerava (literalmente) pela Autopista, tentávamos completar uma ligação via celular com o apartamento para avisar sobre o nosso atraso. Após muitas tentativas e erros (bastava digitar o cógido de área e o número do telefone), conseguimos falar com o funcionário da Byt, Juan Pablo, que nos aguardava no apartamento e alertamos sobre o atraso. Ficamos mais tranquilos e passamos a conversar com o motorista do táxi. Não entendi sequer metade do que ele disse, mas consegui ver alguns pontos turísticos e um protesto que fechou uma avenida e nos atrasou ainda mais. Aliás, me parece que o povo argentino adora uma manifestação, pois enquanto digito este texto há um “panelaço” lá fora. O detalhe é que são 21h10 e a temperatura é de 10 graus!

Chegamos no prédio por volta das 15h45. Confesso que fiquei um pouco preocupado, pois o aspecto da fachada, dos corredores e do elevador não é dos mais animadores. Mas assim que o Juan Pablo abriu a porta do apartamento e começou a nos mostrar as dependências, fiquei tranquilo. O apartamento é melhor do que se percebe no site do Byt Argentina.







Após assinar o contrato e fazer os acertos, separamos um pouco de pesos e saímos para comer alguma coisa. Afinal, não dá para passar o dia à base de barrinhas de cereal e sanduíche gelado de pão, presunto e ricota!

Andamos alguns minutos, erramos o caminho algumas vezes e decidimos entrar no restaurante Mónaco Cafe, ao lado Village Recoleta, um complexo de cinemas muito próximo ao apartamento que alugamos. O local é agradável e o atendimento foi bom. Como estávamos com muita fome, pedimos uma pizza. Afinal, não tem como dar problema, pois pizza é pizza em qualquer lugar, certo? Errado: a pizza tinha uma massa estranha e as únicas coisas que tinham algum sabor destacado eram as azeitonas. Mas na hora da fome, quem liga pra isso, né!

Saímos do restaurante e passamos em um supermercado para ter algumas coisas para comer em “casa”. Esta é uma das poucas desvantagens de alugar um apartamento por aqui. Como ainda não me adaptei a pensar em pesos, achei tudo muito caro! E como também não me adaptei ao espanhol, as únicas palavras que entendo facilmente é “hola” e “gracias”!

Com toda esta correria, cansaço, poucas horas de sono e um baita frio lá fora, resolvemos recarregar as baterias e ficar quietinhos no apartamento. Mas amanhã já temos o roteiro programado para o dia: explorar a Recoleta e arredores!

Enquanto isso, aproveito para provar um alfajor. Aliás, já vi umas 6 marcas diferentes de alfajores. E eu que achava que alfajor era só Havana!

4 Responses to “Enfim, Buenos Aires!”

  1. Emília disse:

    Oi, Alexandre! O apartamento de vocês fica só a 2 ou 3 quadras do nosso, na própria Vicente Lopez. Achei muito simpático.
    Aproveite bastante a viagem! 😀

  2. monica disse:

    Olá primos, estou acompanhando vocês por aqui nesta viagem aproveitem muito e não deixe de postar fotos.
    Beijos.

  3. Sylvia Lemos disse:

    Muito bom Alexandre ! Este post vai ajudar muita gente , a se ligar para poder aproveitar melhor os seus dias de viagem. Veja bem , com uma semana a gente não precisa se preocupar muito , mas como a maioria fica 3 ou 4 noites , não dá para perder um dia né ? Divirtam-se !!

  4. Alexandre disse:

    Oi Sylvia! Muito obrigado! Aliás, vindo de você, a vibana-mor (rsrsr), fico ainda mais lisonjeado!

    Acho que é necessário, no mínimo, 7 dias para conhecer bem Buenos Aires. São muitos locais interessantes para visitar. E pensar que muita gente vem pra cá com estes pacotes de 4 dias e deixa de conhecer muita coisa boa, né? Que desperdício!

    Um abraço!

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