Lisboa: um dia em Belém

No penúltimo dia de viagem em Lisboa fomos até Belém, o mais famoso bairro da capital portuguesa. Localizado na foz do Rio Tejo, um pouco afastado do centro de Lisboa, era de Belém que partiam as caravelas para as viagens dos descobrimentos, como a que levou Pedro Álvares Cabral até o Brasil!

A nossa primeira parada em Belém foi no belíssimo Mosteiro do Jerônimos, reconhecido pela UNESCO como um Patrimônio Cultural da Humanidade e uma das 7 Maravilhas de Portugal. Encomendado pelo Rei D. Manuel I, sua construção começou em 1502, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, e foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Após a conclusão da obra, cem anos depois, foi doado à Ordem dos Jerônimos, que ficaram perpetuamente obrigados a celebrar uma missa diária pelas almas do Infante Dom Henrique, do Rei Dom Manuel I e dos seus sucessores.

A fachada do Mosteiro é extremamente imponente. A Porta Sul, embora não seja considerada a porta principal, está de localizada de frente para o rio e desperta a atenção pela beleza e inúmeros entalhes na pedra.

Se o exterior do Mosteiro impressiona, o interior não fica nada a dever. Logo de início, a bela Igreja de Santa Maria Belém dá o cartão de visitas do local.

Na entrada da igreja encontram-se localizados os túmulos de Vasco da Gama e Luis de Camões. O mosteiro é um dos locais mais visitados de Lisboa, mas durante o verão, período de férias dos europeus, o vai e vem das excursões é constante. Para apreciar os detalhes do lugar e obter boas fotografias é preciso exercitar a paciência.

Saímos da igreja e fomos em direção ao claustro. Mais uma vez, ficamos admirados com a beleza do lugar. Não era à toa que este local era destinado ao isolamento dos monges da Ordem de São Jerônimo:  perfeito para a oração e a meditação.

Caminhando pelo claustro, encontramos a Fonte do Leão. Segundo a Patricia Camargo, do Turomaquia, era nesta fonte que os monges lavavam suas mãos antes de entrar no refeitório. Dizem que se você tocar na pata do leão e fizer um pedido, ele se realiza. Não custa tentar, não é?

E as surpresas não acabavam! O claustro também dá acesso ao refeitório do mosteiro, com seu teto em estilo manuelino e paredes revestidas por belos painéis de azulejos.

Saímos do mosteiro, caminhamos pelas margens do Rio Tejo e chegamos ao monumento mais conhecido do bairro: a Torre de Belém. Construída entre 1515 e 1520 com o objetivo de defender o porto estabelecido no Tejo, esta torre de estilo manuelino é mais uma das 7 Maravilhas de Portugal e foi reconhecida pela UNESCO como um Patrimônio Cultural da Humanidade .

Passamos pela ponte levadiça e, logo após a porta principal, chegamos em uma sala estreita e arredondada onde estão dispostos os 17 canhões que defendiam a torre.

Depois subimos até o próximo nível, o terraço, que permite uma bela visão da fachada sul da torre. O terraço é cercado por seis guaritas e possui uma imagem da Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Para subir ao terraço da torre foi necessária uma dose de paciência. O acesso é feito por uma escadaria estreita, em formato caracol e com muitas pessoas subindo e descendo o tempo todo. Mas a vista lá de cima valeu todo o esforço! É possível ver todos os outros monumentos do bairro e ainda se refrescar com a brisa que vem do Tejo.

Se pra subir até o terraço da torre não é fácil, descer também não uma tarefa das mais simples. Além da  escadaria estreita e o sobe e desce frenético das pessoas, a sensação ao olhar lá para baixo é que se você escorregar em um degrau, vai rolar até a saída.

Continuamos o caminho nas margens do Rio Tejo, desta vez em direção ao Padrão dos Descobrimento. Este monumento foi erguido em 1960 para as comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante Dom Henrique.  Possui o formato de uma caravela e suas laterais estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Ao lado do monumento existe uma rosa dos ventos com 50 metros de diâmetro e, no centro dela,  uma mapa com as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.

Entramos no monumento e fomos de elevador até o topo, de onde pudemos apreciar uma belíssima vista de toda a região. A rosa dos ventos, vista lá de cima, é ainda mais interessante.

E como quem vai a Lisboa não pode deixar de experimentar o genuíno Pastel de Belém, cumprimos a tradição!

8 Responses to “Lisboa: um dia em Belém”

  1. Anderson Fonseca disse:

    Olá Alexandre, gostaria de parabenizá-lo pelo site…Vou fazer um roteiro igual ao seu no fim do ano, Lisboa depois Roma, e estou adorando as dicas que você postou aqui….somente de ler e ver as fotos já me sinto viajando pela cidade.

    Parabéns.

    • Alexandre Costa disse:

      Oi Anderson!

      Eu gostei muito de Lisboa e Roma. São duas cidades belíssimas. Espero que você também aproveite bastante.

      Obrigado! Um abraço!

      Alexandre

  2. Bruna disse:

    Estou aqui em Lisboa.. E vou fazer exatamente esse roteiro amanha!!
    Tinha lido bastante coisa sobre Lisboa, mas nao sabia q dava pra subir no Monumento aos Descobrimentos!!! Com certeza tbm vouuu!! =)

  3. Bruna disse:

    Realmente, uma das melhores vistas do Tejo, do por do sol e do Mosteiro dos Jeronimos!! Adorei!!

  4. karla ribeiro barros disse:

    vou a Lisboa pela 1º vez ,como chegar a Belém?

  5. Excelentes fotografias de Lisboa e dos principais monumentos. Espero que tenha adorado a visita ao nosso país e parabéns pelo artigo.

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  1. Belém « Contando as horas - [...] escolhi ir lá primeiro, pois revirando pela internet, acabei achando um blog que dizia que era possível visitar o…

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