O Mercado Central de Belo Horizonte

A melhor maneira de conhecer os hábitos dos moradores de qualquer cidade é passear por suas feiras e mercados. Seja em Paris, Buenos Aires ou New York, são nesses lugares onde podemos conferir o que há de mais genuíno na cultura local. E em Belo Horizonte não é diferente! Para compreender a alma do belo-horizontino, não há lugar melhor que o Mercado Central.

Mercado Central

Um dos corredores do Mercado Central

Inaugurado em 1929, o Mercado funcionava como uma feira a céu aberto no terreno cedido pela Prefeitura. Na década de 60, quando a Prefeitura decidiu vender a propriedade, os comerciantes se uniram, compraram o terreno e construíram um enorme galpão coberto de 14.000 m2 para abrigar as lojas. Desde então o Mercado se tornou um dos pontos de encontro mais tradicionais de Belo Horizonte.

Atualmente o Mercado possui mais de 400 lojas onde se encontra de quase tudo. Para quem procura por artesanato, objetos de decoração e utensílios domésticos não há melhor lugar para encontrar artigos de couro e palha, panelas de pedra ou de ferro, roupas de bordado ou crochê, cerâmicas, e muitas outras coisas.

Mercado Central
Artesanato no Mercado Central

Se a intenção é fazer compras para preparar uma refeição, a variedade de verduras, legumes, carnes, laticínios e especiarias garante que nada vai ficar faltando. O difícil é não ficar hipnotizado diante do impressionante colorido à mostra nas lojas. Segundo os frequentadores mais habituais, o Mercado Central é o melhor lugar da cidade para encontrar alimentos frescos e de boa qualidade.

Mercado Central
As cores do Mercado Central

E como depois de uma boa refeição não pode faltar uma sobremesa, fique à vontade para escolher uma goiabada cascão, um doce de leite, de figo ou de cidra. E também existem frutas de todos as espécies, até mesmo as mais exóticas ou originárias de outros estados, como a siriguela, umbu, cajá, graviola, pitomba, entre outras.

Mercado Central
Doces e frutas para todos os gostos

Não dá pra ir à capital de Minas Gerais e deixar de saborear um autêntico queijo mineiro. Se ficar complicado escolher entre o Minas, Frescal, Canastra, Parmesão ou algum outro queijo disponível, a melhor opção é comprar um de cada tipo e deixar para eleger o melhor em casa. De preferência, acompanhado por um doce de leite ou goiabada!

Mercado Central

O autêntico queijo mineiro.

Mas se o propósito é experimentar a culinária mineira in loco, existem ótimas opções no Mercado. Um dos restautantes mais tradicionais é o Casa Cheia. O ambiente é simples e quase sempre está lotado, mas a espera por uma mesa é recompensada com um bom atendimento e uma deliciosa refeição. Acompanhado por uma caipirinha feita com cachaça local, pode-se saborear pratos como as “Almôndegas Exóticas”, feitas com carne de sol, recheio de queijo e molho de abóbora, ou o “Mexidoido Chapado”, que leva picanha, bacon, linguiça, lombo defumado, legumes e um ovo de codorna frito.

Restaurante Casa Cheia, no Mercado Central

Restaurante Casa Cheia

Para quem deseja simplesmente beber uma cerveja enquanto saboreia uma porção de fígado acebolado com jiló, existem inúmeros bares localizados próximos às entradas. Seguindo a tradição local, não existem mesas ou cadeiras disponíveis. O consumo é feito em pé, muitas vezes com a barriga encostada no balcão e cercado de pessoas por todos os lados. Dizem que o segredo de tamanha clientela é que lá são servidas as cervejas mais geladas da cidade!

Os bares do Mercado Central

Os bares do Mercado Central

É assim, caminhando pelos corredores do Mercado Central e vivendo por algumas horas como um típico morador de Belo Horizonte, que se encontra o verdadeiro espírito dessa cidade.

Clique aqui e veja mais fotos do Mercado Central.

Mercado Central no Flickr

7 Responses to “O Mercado Central de Belo Horizonte”

  1. Rita disse:

    Amo o mercado! Como amo também o centro. Ficaram lindas as fotos. E o foco dessa máquina (ou desse seu olho) é espetacular!

    • Alexandre Costa disse:

      Oi Rita!

      Eu adoro caminhar pelos corredores do Mercado Central! É uma mistura de cores, cheiros e sensações impressionantes!

      Obrigado pelo comentário! Abraço!

  2. Maria Inês disse:

    Não poderia deixar fazer um comentário sobre seu texto. Amo tb andar pelo nosso Mercado. É uma higiene mental. Não há necessidade de comprar nada ( mas isto sempre acontece). É só ver as cores, sentir os aromas e a energia deste lugar. Uai, que coisa boa, não?

  3. Danny Macedo disse:

    Adoro o mercado municipal…vou visitar BH em janeiro e vou passar por la pra comprar tudo aquilo que nao encontro aqui nos USA

  4. Adorei Ale!! Vou linkar seu texto lá no meu post do Mercado. Abs!

  5. William disse:

    Boa noite!
    Pesquisando na internet sobre o Mercado Central, encontrei esse seu blog. Por sinal, muito interessante e esteticamente muito organizado.
    Sou um profundo admirador das coisas do Mercado Central e de certa forma, cria do lugar. Pois, foi lá o meu primeiro emprego e muitos outros também!
    Enfim, por admirar as coisas de lá e por sentir a importância cultural desse nosso patrimônio material e imaterial, escrevi alguns versos nostálgicos sobre o lugar. Grande abraço e parabéns pela empreitada do blog em suas muitas viagens mundo afora. veja:

    MERCADO MUNICIPAL
    (J.William)

    No interior dessa cidade,
    corredores em labirinto
    escrevem lentamente a história
    desse valente povo.

    Tradição e modernidade caminham lado a lado
    com a cultura de toda essa gente,
    convivendo com a vida simples que se leva aqui
    nas terras de Minas, na contemporaneidade da Belo Horizonte.

    Sorrisos encantados
    numa lasca de queijo branco
    numa banda de melancia encarnada
    ou no doce mel contido num pedaço satisfatório de abacaxi
    – na praça nossa de todos os dias –
    nas esquinas desse pequeno Brasil.

    Beleza e riqueza de detalhes
    e variedade (in)igual de opções,
    pluralidade que encanta mundos
    e atravessa com orgulho muitas e muitas gerações.

    Peças de encanto dispostas pelo quadriculado chão,
    cheio de antropomorfismos,
    perfazem um mosaico histórico
    ocupando cantos distintos no coração das pessoas.

    A vida simples desse mundo singular
    confunde-se a todo tempo
    com o requintado gesto de nobreza humana
    existente no seio dessa grande família.
    O rico convive lado a lado com o pobre
    e sente orgulho de ali estar.

    Patrão e empregado são grandes amigos
    viciados na cachaça que é estar lá,
    percorrem juntos a lida no dia a dia
    e vencem juntos a dura jornada de trabalho desse lugar.

    Por todos os lados
    o que se vê é gente viciada na vida,
    os visitantes tornam-se logo íntimos.
    Pois, sorrisos não são difíceis de encontrar!

    E se jogam Cruzeiro e Atlético no domingo!
    Na segunda-feira, o mundo pára, se um deles ganhar.
    No cafezinho todo mundo se envolve nas prosas
    e ao rival perdedor, não é permitido apelar.
    Dia e noite se confundem no tempo,
    não se percebe o dia passar!

    Turistas se apressam nas compras,
    religiosamente a sirene toca.
    Até amanhã! Alguns dizem…
    Não vejo a hora de aqui um dia voltar!

    http://poesiacomalmajunto.blogspot.com.br/2013/07/mercado-municipal.html

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