O encantador Palais Royal

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Eu sempre elaboro roteiros para as viagens que faço. É uma forma de organizar o meu dia, mas não faço dele uma regra imutável, servindo mais como uma sugestão de locais interessantes para conhecer. Além disso, surpresas podem surgir pelo caminho, como uma chuva forte, ou até mesmo uma bela descoberta. Foi o que aconteceu quando eu estava a caminho do Museu do Louvre, passando por umas ruas estreitas próximas à Ópera Garnier, e cheguei no acesso aos fundos do Palais Royal. Mesmo não constando no meu roteiro, fiquei curioso com o local e decidi entrar!

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Foi paixão à primeira vista! O antigo prédio já faria valer a mudança de planos, mas o que mais me encantou foram os jardins planejados como uma simetria perfeita. Sentado em um banco estrategicamente localizado na sombra de uma árvore, retirei o guia da mochila e comecei a pesquisar sobre o local. Descobri que apesar do nome, o local nunca foi um palácio real. A sua construção no século 17 teve como objetivo hospedar o Cardeal Richelieu, o famoso inimigo dos Três Mosqueteiros. Na vida real, o cardeal foi um grande conselheiro do Rei Luís XIII e jamais lutou contra Athos, Porthos ou Aramis, que só existiram na famosa obra literária de Alexandre Dumas.

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O palácio abriga atualmente órgãos do governo francês e não é aberto ao público. Mas os corredores externos foram ocupados por lojas de grife, galerias de arte, antiquários e alguns cafés com mesas voltadas para os jardins. A impressão que eu tinha era que o tempo havia parado e estava a quilômetros do burburinho de Paris!

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Depois de vários minutos caminhando pelos jardins, me encaminhei ao acesso do lado oposto para seguir ao Louvre. Foi quando encontrei outra grata surpresa: uma série de colunas espalhadas simetricamente em grande pátio! Pedi ajuda novamente ao guia que havia voltado para a mochila. Seria aquilo uma reforma inacabada ou resquício de uma antiga civilização? Nada disso! Aquelas colunas eram parte da obra de Daniel Buren, um artista francês, e foram instaladas no local em 1986.

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São experiências assim que me fazem manter os olhos abertos para as boas surpresas que surgem pelo caminho. Se for preciso, rasgo o roteiro e aproveito o que vier!

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